16 de jan de 2009

Patrus Ananias afirma que política social é antídoto contra a crise

Brasília - Política social é antídoto contra a crise, e a política social brasileira não deverá sofrer cortes por causa dos problemas financeiros internacionais. A afirmação é do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, que encerra hoje (16) à noite viagem de cooperação técnica ao Peru.

Segundo o ministro, o Brasil não foi “levado de roldão” na crise econômica internacional por causa da estabilidade monetária e de suas políticas sociais. Para ele, as políticas sociais “têm um caráter prático: elas garantem a sustentabilidade do crescimento econômico, qualificam pessoas para o mercado de trabalho e possibilitam crescimento na área de capacitação profissional”.

Além disso, afirmou Patrus, são iniciativas que aumentam o poder aquisitivo das camadas mais populares: “Estamos ampliando o mercado interno de consumo. Programas como o Bolsa Família, benefícios de prestação continuada [a idosos, pessoas com deficiência ou incapacitadas para o trabalho], programas de transferência de renda e de apoio à agricultura familiar estão colocando no mercado de consumo pessoas, famílias e comunidades inteiras que não compravam ou compravam muito pouco”.

Patrus Ananias lembrou que o Congresso Nacional aprovou para este ano R$ 32,6 bilhões de orçamento para o Ministério do Desenvolvimento Social (R$ 4 bilhões a mais do que no ano passado). Ele disse que não acredita em cortes no setor por causa da crise. “É claro que a crise preocupa, porque pode haver redução de recursos e demandas maiores em outras frentes, mas o presidente Lula tem sido muito claro: 'os pobres não vão pagar o preço dessa crise no Brasil'”, afirmou.

Na viagem, o ministro e sua equipe apresentaram resultados de programas sociais brasileiros e aproveitaram para conhecer iniciativas do governo peruano.

Fonte: Gilberto Costa para

Agência Brasil

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